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Conheça o conceito cohousing, uma nova forma de morar e viver

Proposta de vida que combina privacidade e comunidade, começa a atrair brasileiros que olham o futuro em busca de um envelhecimento com qualidade de vida
13/08/2018

Conheça o conceito cohousing, uma nova forma de morar e viver

Já imaginou poder escolher os seus vizinhos e juntos desenvolverem o empreendimento onde irão morar? Isso é possível no cohousing, uma forma de comunidade intencional que tem despertado cada vez mais interesse na população brasileira, que vem compartilhando de forma crescente nas redes sociais o interesse em envelhecer com amigos. Com a tendência de vidas cada vez mais autônomas, está ficando para trás o costume de filhos cuidarem dos pais na velhice, até por eles próprios quererem mais independência.  

“O conceito parte da intenção de um grupo de pessoas de planejar uma vida em conjunto. Das reuniões iniciais, começa-se a formar o grupo, que vai atraindo amigos dos fundadores”, explica Edgar Werblowsky, fundador da empresa Freeway, dedicada a criar e planejar soluções para um envelhecimento com qualidade de vida, parceira da Universidade Secovi.

Só a partir de muitas reuniões, onde os participantes do grupo vão se conhecendo e delineando como e onde querem morar, quais espaços comuns e que atividades querem ter no cohousing, é que se parte para o projeto de implantação: a concretização dos desejos dos participantes.

O processo normalmente é longo, podendo levar de dois a três anos ou mais. “Para ter êxito, é recomendável que seja conduzido por um profissional como mediador. Seu papel é essencial e pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso”, comenta Werblowsky. O trabalho dele é gerenciar os processos de decisões do grupo. Ele tanto pode ser um arquiteto com experiência em negociação, como um mediador profissional familiarizado com técnicas de governança, como sociocracia ou governança dinâmica, por exemplo.

O tamanho de um grupo de cohousing não deve ser nem muito pequeno nem muito grande. A média internacional de número de unidades (casas ou apartamentos) de um empreendimento do tipo é de 20 a 30. Se for menor, os custos comuns podem ser elevados. Se maior, perde-se a escala humana, em que todos podem se conhecer e se relacionar. Aliás, esse é um dos princípios do cohousing: conexões sociais.

São diversos os tipos de cohousings, com cases por todo o mundo. Há os intergeracionais, como o Pioneer Valley, nos Estados Unidos, com jovens e idosos; por faixa etária, como o Ad Unicamp, da associação dos docentes da Unicamp, onde a regra é que as pessoas tenham a partir de 50 anos; e até mesmo exclusivos para mulheres, como o New Ground Cohousing, em Londres.

O Brasil está buscando novos formatos para se viver o envelhecimento com dignidade e qualidade de vida. As conexões sociais são o mais importante fator para uma vida longeva, segundo pesquisa da psicóloga Ellen Langer, de Harvard, que esteve recentemente no Brasil em evento organizado pela plataforma Plenae. Sua pesquisa foi realizada nas Blue Zones, os paraísos da longevidade no planeta, como as ilhas da Sardenha, Okinawa, e Ikaria, a península de Nicoya, na Costa Rica e a comunidade de Loma Linda, na Califórnia. O conceito foi criado por Dan Buettner, da National Geographic. “Os impactos da qualidade das conexões humanas para a saúde e o bem estar são comprovados. Pesquisa da Cohousing US, a associação de cohousings dos EUA, mostra que as pessoas que moram em cohousings vivem em média sete anos a mais”, justifica Edgar Werblowsky.

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